Fake News, como se prevenir delas?

Compartilhe

Share on facebook
Share on linkedin
Share on twitter
Share on email
Share on whatsapp

Um dos grandes problemas sociais vivenciados, sobretudo por nós brasileiros, são as Fake News, que em breve definição é a desinformação em massa, a mentira disseminada ao grande público, seja por meio dos veículos de imprensa, como também, pelas redes sociais, sites, dentre outros portais de comunicação, capazes de levar a população a uma imagem distorcida da realidade, na maioria das vezes, visando a propagação do ódio e do medo.

Considerando que qualquer cidadão possui autonomia para publicar ou repassar algo manifestamente falso e tendencioso, a incidência das Fake News tem crescido exponencialmente, de modo que compete a cada um de nós, o dever de moderar e apurar a veracidade das informações antes de transmiti-las.

Ainda que em boa parte dos casos o mero fato de repassar uma informação possa parecer inofensivo, a verdade é que as Fake News podem tomar proporções trágicas, fugindo completamente ao controle do seu autor ou, lamentavelmente, atingindo a finalidade por este desejada, como no caso de uma publicação em uma página do Facebook, que em 03 de maio de 2014, provocou o linchamento até a morte, de uma mulher inocente de 33 anos na cidade do Guarujá/SP, confundida com uma “suposta” sequestradora de crianças para rituais de feitiçaria, cujo retrato falado havia sido publicado nas redes sociais 2 dias antes, após boatos.

Pouco tempo depois do crime, foi divulgado que, segundo relatos da polícia local, não se tratava a vítima de suposta sequestradora, bem como, sequer havia casos de sequestro de crianças em investigação na cidade.

Tendo isso em mente, e de como os efeitos nefastos das Fake News podem deturpar a realidade, denegrindo a imagem ou reputação alheia, causando, inclusive, estragos inimagináveis, como foi o caso apresentado acima, seguem 3 dicas simples para que você possa se prevenir ao recebê-las.

1 – Verifique se a informação “bombástica” recebida nas redes sociais foi também divulgada pelos grandes veículos de imprensa, e procure, na medida do possível, consultar sempre em mais de um local, pois, não raras vezes, a própria mídia é levada em erro pelo “furo” da notícia.

2 – Atente-se para a identidade e idoneidade do autor da informação, se este tem credibilidade social, ou mesmo, se o local onde a publicação foi feita, goza de tal credibilidade.

3 – Duvide sempre de informações trazidas por meio de correntes de whatsapp, facebook, e outros, sobretudo quando não for possível identificar a fonte ou sua qualidade.

Hoje em dia, existem alguns sites que nos auxiliam no combate das Fake News, como é o caso da “agência lupa”, “E-farsas”, dentre tantos outros de fácil acesso no universo da internet, que apuram a veracidade das informações mais relevantes e de maior comoção social.

Até o momento, o tema segue em trâmite no legislativo nacional com a PL 2630/2020 – Lei Brasileira de Liberdade, Responsabilidade e Transparência na internet, popularmente conhecida como PL das Fake News, que enquanto não vigora, exige daqueles que tiveram contra si a veiculação de informações consideradas falsas e ofensivas à sua honra, busquem guarida nas leis penal e civil, a fim de ver reparado o dano sofrido.

Vale dizer que não se deve confundir o conceito de Fake News com liberdade de expressão, pois embora ambos os conceitos tenham como limitador o preceito constitucional da dignidade da pessoa humana, é certo que a primeira visa o mal, o dano a outrem, enquanto a liberdade de expressão, em definição muito simplista, seria um manifesto contrário à censura e controles oficiais.

Por fim, é de extrema importância deixar claro que as Fake News podem ser imputadas não somente ao criador do conteúdo ilegal, mas a todos àqueles que de forma negligente e imprudente veiculam tais informações, desde que comprovado o dano.

Agora que você já conhece um pouco mais do assunto, agarre essas dicas e faça valer os seus direitos. Até a próxima.

Explore mais